Anibal Beça- Brasil
Oito quadras octossilábicas do motivo pelo qual escrevo
Chegança de vento me arranha, me apanha distraído à toa, e entoa um mormaço conspícuo, iníquo e inócuo ao meu dia-a-dia.
Adia seu dote fragrante, arfante, dolente, de manhas tamanhas e sem cerimônias demônias como as da Tasmânia.
Cizânia diz-me não querer trazer à lauda subterrânea forâneas à minha fatura dura de versos tão transversos.
Diverso ao que pensava e supunha cunha um remoinho, pergunta, e ajunta: “Por que tu escreves? Serves a quem esse re-pasto?”
Afasto o vento do seu urro, sussurro em tom imperativo: “vivo e escrevo o nada do nada, cada dia adio a vida ávida”.
ave da grávida via áspera à espera de uma construção não do cristal senão do nume, lume repartido em pegadas
dadas pelas sendas do enigma paradigma de não e sim; enfim, do pó particular a alçar sua trajetória múltipla,
una de mim, o passageiro foreiro desconstruindo átomos, ato celular de explosão, mão se (as)somando em outras mãos.
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Por lobogabriel - 9 de Mayo, 2009, 7:36, Categoría: poesia
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